TEATRO

“Memórias do Subsolo” estreia na retomada do Teatro na Mário

Local:

Biblioteca Mário de Andrade

Adaptação do Clássico de Dostoiévski Conta a História de um Homem Investigando sua História para se Reconciliar Consigo Mesmo


Um personagem-narrador, um homem inadequado que, de forma irônica e sarcástica, rumina sua amargura e seu ressentimento numa conversa direta com o espectador.

Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévsky está centrada nesse mote. Dostoiévsky publicou a obra em 1864. Diego Moschvovich e Vladimir Bocharov adaptaram e Johana Albuquerque dirige a peça. O cenário e o tempo vão de São Petersburgo, nos finais do séc. XIX, para São Paulo do séc. XXI. A partir de conversas e improvisações entre a atuação, direção e dramaturgia, o processo de adaptação passou também por aproximações cênicas dos fragmentos do texto.

“Isto foi imprescindível para traduzir cenicamente o romance e torná-lo mais próximo aos espectadores contemporâneos.” Vanderlei Bernardino vive o personagem principal.

“A primeira vez que eu entrei em contato com “Memórias do Subsolo” foi nos anos 1990. Eu tinha 20 e poucos anos e a primeira impressão foi impactante. Agora, estou com quase 60, e o impacto se transformou na necessidade de compartilhar os questionamentos da obra em materialidade cênica. Dialogando entre o consciente e o inconsciente, enfrentar o desafio de, por meio deste corpo, ir ao encontro do homem do subsolo, com a vivência pessoal e artística que tenho hoje. Este é um personagem com quem eu me identifico e ao mesmo tempo, me causa repulsa. Sentimentos mais íntimos se confrontam com as questões coletivas e suas contradições”, conta Vanderlei.

Sinopse de Memórias do Subsolo

Memórias do Subsolo é considerado, por muitos, como o ponto de virada na carreira de Dostoiévski. Um homem que começa a compartilhar suas memórias a fim de confessar incidentes que pertencem à categoria das “coisas que o homem tem medo de desvendar até a si próprio”. Entre preâmbulos e justificativas, desmentidas e desafios, ele acaba por nos revelar acontecimentos biográficos marcantes, que o tornaram um homem ressentido, narcisista e introspecto.

Ficha Técnica:

Texto: Fiódor Dostoiévski 
Adaptação e Dramaturgia: Diego Moschkovich e Vladimir Bocharov 
Direção: Johana Albuquerque 
Atuação: Vanderlei Bernardino 
Dança (no vídeo): Ana Noronha 
Cenografia: Ana Verzu e Laura Vinci 
Figurino: Simone Mina 
Direção Musical e Trilha Original: Gui Calzavara 
Desenho de Luz: Wagner Pinto 
Vídeos, Mapping e Projeção: Gabriel Theodoro e Nicolau da Conceição 
Direção de Movimento: Luaa Gabanini 
Preparação Vocal: Sônia Goussinsky 
Desenhos: Werner Schulz 
Assistência de Figurino: Graziella Cavalcanti 
Assistência de Iluminação: Gabriel Greghi 
Produção de Luz: Carina Tavares 
Cenotecnia: Cesar Lopes dos Santos 
Costureiras: Maria de Fátima Oliveira e Neide Silva 
Operação de Luz: Bianca Contin 
Operação de Som: Nick Guaraná 
Montadores: Edu Ferreira e Kiko Gomes 
Design Gráfico: Werner Schulz 
Mídias Sociais: Filipi Campos Carvalho e Victória Freitas 
Fotos: Jamil Kubruk 
Assistência de Fotos: Edu Bittar 
Produção Executiva: Iza Marie Miceli 
Direção de Produção e Adm.: Bia Fonseca 
Idealização: Vanderlei Bernardino 

Informações “Memórias do Subsolo”

Local: Biblioteca Mário de Andrade • Rua da Consolação, 94 – República
Data: 6, 13 e 27 de Abril – 19h 22 de Abril – 21h
Ingressos: Entrada franca com ingressos distribuídos uma hora antes, na recepção

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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