TEATRO

Cia da Tribo: Água Doce traz reflexão sobre rios submersos

Local:

Diversos Parques da Cidade de São Paulo

Cia da Tribo Encena Peça que Trata de Ecologia e Conscientização Sobre Rios Urbanos Soterrados ou Encanados


Espetáculo Água Doce conta a história do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas.

A Cia da Tribo já conta com 3 décadas de estrada e um trabalho de pesquisa em teatro, baseado num profundo mergulho na cultura popular. Agora, dá a partida na circulação por parques e CEUS da Região Metropolitana de São Paulo. Para tanto, apresenta a peça de teatro para toda a família Água Doce, unindo cultura, educação e meio ambiente. A peça tem trajetória de sucesso: Melhor Espetáculo de Rua pela APCA e SP de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem na categoria Sustentabilidade.

O espetáculo trata da relação do homem com a água doce, a partir de quatro personagens: Iara, Abaré, Cacira e Xirú, em sua aventura para proteger os rios. A dupla de diretores do grupo, Milene Perez e Wanderley Piras recorre a figuras da Cultura Popular brasileira para conscientizar o público sobre um problema grave. A imensidão de rios que circulam abaixo de nossos pés. “Com este trabalho, nós lançamos um olhar para nossos rios, que apesar de escondidos, continuam lá e são referências históricas e culturais na identidade da cidade“, afirmam os diretores.

Processo surgido a partir de uma experiência escolar

Segundo Milene, o processo de criação ganhou força a partir de uma experiência em sala de aula. Ao realizar uma aula de artes com crianças num parque, escutaram um aluno dizendo estar ouvido o barulho de água corrente. A professora levantou a tampa de um bueiro e descobriram que abaixo deles corria um rio. “Todos nós ficamos olhando para ele e a experiência foi muito impactante. Além de ter mudado a relação que aquelas crianças tinham estabelecido com os rios até então. Muitas vezes, eles eram tidos apenas como sujos ou causadores de enchentes“, conta a diretora.

A partir desse fato, a Cia da Tribo buscou nas lendas e costumes dos povos ribeirinhos os elementos para criação do trabalho. Os bonecos que representam figuras da cultura popular brasileira, como Iara, a Mãe do Rio, Cabeça de Cuia, Jaguarão, Pirarucu e Cobra Grande foram confeccionados. A confecção coube ao artista plástico Adriano Castelo Branco a partir de materiais reutilizáveis. “Os bonecos chamam tanta atenção que até deixamos eles à mostra do público depois das apresentações. Isto cria uma espécie de exposição ao ar livre“, conta Milene.

Uso de linguagem poética para aumentar a percepção

Os artistas da Cia da Tribo usam a linguagem poética para que o público perceba as questões que estão sendo tratadas. Uma das alegorias da peça é Iara. Ela está exilada na pororoca e observa como a inveja e a ganância podem fazem mal à natureza, porque matam os peixes e secam os rios. “São muitos os rios e córregos soterrados e retificados na cidade, como o Anhangabaú, Ipiranga, Tamanduateí entre outros. São rios caudalosos colocados em canos“, contam Milene e Wanderley.

Sinopse Água Doce

A peça trata da relação do homem com a água doce, dando destaque aos rios brasileiros por meio do mito da Iara e de outros seres folclóricos presentes nas comunidades ribeirinhas. Com texto, cenografia, figurinos, trilha sonora e criação de bonecos originais, o espetáculo traz à tona rios, córregos e nascentes que foram esquecidos pela urbanização nas grandes cidades. A Cia da Tribo, com sua linguagem cênica voltada para a cultura popular em diálogo com a contemporaneidade, apresenta lendas e personagens brasileiros como Iara, a Mãe do Rio; Cabeça de Cuia; Jaguarão; Pirarucu; Cobra Grande, entre outros.

Ficha Técnica Água Doce

Texto e Direção: Milene Perez e Wanderley Piras.
Atuação: Alef Barros, Geovana Oliveira, Rafael Piras, Roberta Viana, Sora Senna e Wando Piras.
Bonecos: Adriano Castelo Branco.
Fotografia: Arô Ribeiro e Bruno Pucci
Trilha Sonora: Rogério Almeida.
Operação de Som: Alexander Nishiyama e Diogo Vieira.
Contrarregra: Gabriel Bueno e Marcelo Tonini.
Assistente de Produção: Rafael Pira Produção: Cia da Tribo

Informações Água Doce

Abril

Local: Parque Santo Dias, Tv. Jasmin da Beirada, 72, Conj. Habitacional Instituto Adventista
Data e Horário: 12 de abril, às 16h.

Local: Parque Chácara do Jockey, Av. Prof. Francisco Morato, 5300, Vila Sonia
Data e Horário: 19 de abril, às 16h.

Local: Parque Morumbi Sul, r. Nossa Sra. do Bom Conselho, Chácara Nossa Sra. do Bom Conselho
Data e Horário: 26 de abril, às 16h.

Maio

Local: Parque Raposo Tavares, r. Telmo Coelho Filho, 200, Jardim Olympia
Data e Horário: 03 de maio, às 16h.

Local: Parque Colina de São Francisco, av. Dr. Cândido Motta Filho, 751, Cidade São Francisco
Data e Horário: 31 de maio, às 16h.

Junho

Local; Parque Senhor do Vale, r. Blas Parera, 487, Jaraguá
Data e Horário: 28 de junho, às 16h.


Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

Mídias Relacionadas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais Teatro

Matheus Macena estreia solo “Edson” no Sesc Vila Mariana

Sesc Pinheiros apresenta “Fim de Partida”, de Samuel Beckett

TIP (Antes Que Me Queimem, Eu Mesma Me Atiro No Fogo)

A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong estreia no Teatro Vivo

“Desassossego” leva a poesia de Fernando Pessoa para o palco do CCBB São Paulo

“Memórias do Subsolo” estreia na retomada do Teatro na Mário

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Site SP Art você encontra informações sobre Teatro, Exposições, Eventos, Cinema, Livros e muito mais.