A artista plástica utiliza pigmentos naturais, materiais não convencionais e folhas de ouro para narrar a ascensão do grão brasileiro no país oriental.
O fato de a China ter se tornado um dos maiores importadores do café brasileiro levou a artista plástica Camila Arruda da curiosidade à investigação cultural. Além disso, a um passeio sensível pela história e pelas transformações vividas pelos chineses nos últimos anos. O que o despertar para o consumo do café na cultura milenar do chá pode nos dizer em termos sociais, culturais e de futuro? É esse o caminho de exploração que guia a produção de 15 obras inéditas
A mostra nasce de um convite do Museu do Café para celebrar o Ano da Cultura e do Turismo entre Brasil e China em 2026. “Acredito que o verdadeiro enriquecimento cultural acontece quando aproximamos duas nações” afirma Camila. Para ela, levar esse debate ao museu é fundamental para combater a desinformação: “Há quem sequer saiba que os chineses consomem o grão. O objetivo é expandir a visão do visitante sobre quem é a China hoje“.
Uma parceria de longa data
A relação de Camila com os espaços museológicos dedicados à memória do café e da imigração não é recente. Em 2018, ela realizou uma mostra marcante no Museu da Imigração em São Paulo. A semente para este projeto surgiu em 2019, às vésperas de uma viagem à China. “A diretora do museu sugeriu que eu olhasse para a China com atenção. O que eu encontrei lá me surpreendeu: em 2019, já havia mais cafeterias naquele País do que em São Paulo“. Após amadurecer durante a pandemia e dois períodos de maternidade da artista, o projeto ganha corpo no auge do intercâmbio cultural entre as nações.
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Informações Ouro Negro & O Dragão
Local: Museu do Café, r. Quinze de Novembro, 95, Centro, Santos/SP
Data: a partir de 24 de abril
Horários: terça a sábado, das 9h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h) | domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)
Ingressos: na bilheteria do museu