Um museu dedicado às múltiplas expressões da sexualidade humana apresenta a programação de março com festas, cinema e muita cultura.
O Museu da Diversidade Sexual dedica sua programação de março à valorização das produções artísticas da comunidade LGBTQIAPN+ e à celebração da diversidade em múltiplas linguagens. Ao longo do mês, o público poderá participar do Rolezinho LGBTQIA+ “Gomorra Paulistana: Cena Lésbica nos anos 80”. Haverá também o “Cineclube MDS – Bate Cabelo!” e cursos como Planejamento de Finanças Pessoais e Curadoria Independente. Além disso, oficinas e visita mediada em LIBRAS, ampliando o acesso e promovendo encontros plurais dentro e fora do museu.
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Atividades especiais e exposições de longa duração
Além das atividades da programação especial, o Museu continua com suas exposições em cartaz. A mostra de longa duração Pajubá: A Hora e a Vez do Close, que celebra a potência e a resistência da linguagem e da cultura LGBTQIA+. Além dela, a exposição Todos os Rios: Identidade LGBTQIA+ fica em cartaz até 2 de agosto. Ela amplia o olhar sobre as múltiplas vivências e narrativas da comunidade e amplia o olhar sobre as múltiplas vivências e narrativas da comunidade. Para tanto, reúne obras do acervo da Pinacoteca de São Paulo e propõe um percurso pela presença da comunidade na história da arte brasileira.
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Confira a programação completa do mês de março
Rolezinho LGBTQIA+ – Gomorra Paulistana: Cena Lésbica nos anos 80
O texto “Gomorra Paulistana“, da cantora, escritora e cronista Vange Leonel inspirou o Rolezinho. Ele propõe um mergulho na memória urbana da cidade. A atividade convida o público a revisitar trajetos, ruas, bares e espaços que desempenharam papel fundamental na cena lésbica paulistana. Especialmente nas décadas de 1970 e 1980, um período de intensa efervescência cultural. Este período foi marcado pela busca por pertencimento e pela criação de redes de sociabilidade entre mulheres lésbicas em meio a silenciamentos, vigilância, estigmas sociais e a ditadura cívico-militar.
Mônica Pita, militante histórica e frequentadora desses espaços será a mediadora. A trajetória dela se entrelaça diretamente com a cena da época. Por meio de relatos pessoais, narrativas históricas e vivências diretas, ela amplia a compreensão sobre os modos de existir na cidade. Além disso, reafirma a importância da memória como ferramenta de reconhecimento e resistência.
Cineclube MDS – BATE CABELO!
O Cineclube MDS – Bate Cabelo! integra a programação cultural do Museu da Diversidade Sexual e reafirma o cinema como potente ferramenta de reflexão. Ele questiona história, corpo, performance e cultura LGBTQIA+. A iniciativa valoriza e preserva a trajetória de uma das expressões mais marcantes da cena queer brasileira. Marcia Pantera foi a responsável pela difusão do movimento do bate cabelo. Luís Knihs é o diretor do documentário e resgata a origem e a expansão dessa linguagem performática nas noites da lendária Nostro Mondo, antiga boite de São Paulo.
Clube do Livro MDS – As travas da prisão, com Alexandre Putti
A edição de março do Clube do Livro MDS propõe a leitura e o debate da obra As Travas da Prisão: A Vida das Travestis numa Unidade Prisional Masculina. Alexandre Putti escreveu o livro, que investiga de forma sensível e aprofundada as múltiplas violências, resistência e estratégias de sobrevivência de travestis internadas no sistema prisional brasileiro.
Cursos e oficinas para a independência financeira
Curso: Planejamento de Finanças Pessoais
A ministrante Clara Ramalho abordará a redução do estresse financeiro, renda e custo de vida, orçamento pessoal versus balanço financeiro. Além disso, estratégias para a quitação de dívidas e financiamento. Isto tudo tem por objetivo apoiar a participação de pessoas na elaboração de seus próprios planejamentos financeiros.
Oficina de Macramê para iniciantes: trançando cores e ancestralidade
A partir das técnicas ancestrais de tecelagem, a oficina ensinará métodos iniciais, mostrando os principais nós para produzir colares e pulseiras.
Curadoria Independente
A mediadora idealizou este curso para capacitar profissionais da arte por meio do ensino sobre curadoria, arte queer, mercado e economia criativa. Para tanto, mediará conteúdos teóricos e práticos e mostrará como produzir uma curadoria do início ao fim, identificando arte, artistas e locais em potencial. O objetivo é capacitar profissionais da arte.
Acessibilidade
Visita mediada em LIBRAS
O MDS disponibilizará uma pessoa intérprete para acompanhar nossa equipe de educadoras em uma visita mediada pelas exposições do museu.
Contação de História
Ledazeda e oficina educativa
Você já parou para observar como as crianças reagem quando se sentem sozinhas? Muitas vezes, o isolamento se manifesta em silêncio, irritação ou em pequenos gestos que revelam tristeza. É a partir dessas reflexões que o livro Ledazeda, de Mahyra Costivelli, conduz o público por uma sensível jornada emocional. A história apresenta Leda, uma menina marcada por seu “azedume”. Por conta disso, elaacaba afastando todos ao seu redor. No entanto, esse cenário começa a mudar com a chegada de Ada, uma curiosa “fadinha” de óculos grandes. Em vez de varinha mágica, utiliza pincéis e atitudes simples para colorir sentimentos e transformar relações. Com delicadeza e criatividade, a obra convida crianças e adultos a refletirem sobre empatia, afeto e o poder das pequenas ações no cotidiano.
Informações sobre a programação de março no MDS
Local: Museu da Diversidade Sexual, Estação República do Metro 24 – R. do Arouche, 24 – República, São Paulo – SP, 01045-001
Datas e Horários: de 5 a 28 de março, de acordo com a programação
Mais detalhes sobre a programação: Clique Aqui