EVENTOS

A Colocação e a Casa do Seringueiro será lançado na Bienal

Local:

Pavilhão da Bienal de Arquitetura do Parque Ibirapuera

Lançamento de Livro Sobre Arquitetura Vernácula da Amazônia Trata do Protagonismo Feminino na Construção de Habitações

Desenvolvido pela arquiteta Marlúcia Cândida, publicação reúne pesquisa de campo em reservas extrativistas e inspira o Pavilhão Casa Empate.

A arquiteta e urbanista Marlúcia Cândida lança hoje seu livro “A colocação e a Casa do Seringueiro: exemplo de arquitetura vernácula da Amazônia“. O evento ocorrerá durante a Bienal de Arquitetura Brasileira, no Parque Ibirapuera. A obra é resultado da pesquisa de mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela UnB e reúne estudos sobre modos de construir e habitar na floresta amazônica, a partir da vivência com comunidades extrativistas no Acre.

A pesquisa se desenvolveu na região do Alto Acre, especialmente na Reserva Extrativista Chico Mendes, para investigar o modo de vida e as soluções construtivas de famílias seringueiras. Para tanto, considerou a migração de populações do semiárido nordestino para a Amazônia. O livro mostra como estes saberes foram adaptados a um território marcado por alta umidade, rios e solos alagados. Por isto, deu origem a construções elevadas e a uma organização espacial que reflete tanto as condições ambientais quanto a dinâmica social das famílias.

Um saber passado através de gerações

A arquitetura da casa do seringueiro é resultado de um conhecimento que foi sendo transformado no tempo, a partir da experiência com o território. É um saber que vem de geração em geração e carrega identidade, memória e adaptação“, afirma Marlúcia. Segundo ela, a chegada das mulheres foi determinante para a configuração dessas moradias, ampliou os espaços e definiu funções internas. Dentre estas, a cozinha, quartos e áreas de convivência, elementos reveladores também da dimensão social e cultural da arquitetura.

A obra, além disso, analisa como esse repertório vernacular influenciou a arquitetura moderna brasileira, a partir de referências como Lina Bo Bardi. Ela incorporou soluções tradicionais em projetos contemporâneos. Ventilação cruzada, uso de materiais naturais e estruturas elevadas, como os pilotis. Estes são alguns dos exemplos dessa transposição entre o saber popular e a arquitetura erudita.

Destaque para o protagonismo feminino

O conteúdo do livro inspira diretamente o Pavilhão Casa Empate, espaço expositivo apresentado na bienal e desenvolvido por Marlúcia com apoio de Marcelo Rosembaum. O projeto recria o interior de uma moradia seringueira. Desta forma, traduz por meio de materiais, objetos e ambientações, os modos de vida da floresta. O grande destaque cabe ao protagonismo feminino e ao papel da casa como espaço de organização social, encontros comunitários e resistência.

Informações sobre o lançamento de A Colocação e a Casa do Seringueiro

Local: Parque Ibirapuera, Pavilhão da Bienal de Arquitetura Brasileira
Data e hora: 21 de abril, às 18h

Cristovam Freitas

Meu nome é Cristovam Freitas. Brasileiro, sexagenário, aficcionado por literatura, cinema e principalmente teatro. Tutor de caninos e felinos. Morando em Brasília, mas com o coração enterrado no Rio de Janeiro.

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