“Ginga – a celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica” reúne diversos artistas para refletir sobre futebol, cultura e experiências afro-atlânticas.
O futebol é o ponto de partida para refletir sobre cultura, memória e pertencimento. Este é o tema da exposição em cartaz no Museu Afro Brasil Emanoel Araújo. A mostra reúne obras do artista beninense Aston e das artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle. Ela estabelece diálogos entre arte contemporânea, cultura urbana e experiências compartilhadas em diferentes territórios afro-atlânticos.
A realização é do Núcleo de Curadoria do Museu e toma como ponto de partida o conceito de ginga. Ele está associado ao movimento, à habilidade e à criação. Presente em diferentes manifestações culturais afro-brasileiras, ela é apresentada como forma de inteligência corporal baseada em várias habilidades. Elas são o improviso, a adaptação e a construção de novas possibilidades diante dos desafios do cotidiano.
Futebol como espaço de encontro, pertencimento e construção de vínculos
A exposição aborda o futebol como uma linguagem compartilhada, capaz de articular práticas sociais, imaginários coletivos e processos históricos. Eles atravessam fronteiras geográficas e é compreendido, nesse contexto, como espaço de encontro, pertencimento e construção de vínculos. Eles interligam comunidades negras em diferentes partes do mundo.
“Ginga parte do futebol como uma experiência que atravessa territórios, gerações e culturas. A exposição reúne diferentes linguagens artísticas para refletir sobre os vínculos históricos e contemporâneos. Isto porque eles conectam comunidades negras em distintos contextos da diáspora africana. Ao aproximar arte, memória, ancestralidade e cultura urbana, a mostra convida o público a olhar para o futebol como espaço de encontro. Além disto, de criação e construção de pertencimentos“, afirma Vera Nunes, superintendente artística do Museu.
Intersecção entre arte urbana, muralismo e experiências negras contemporâneas
A mostra também apresenta intervenções inéditas de NeneSurreal e Mariana Calle. Elas atuam na intersecção entre arte urbana, muralismo e experiências negras contemporâneas. As pinturas murais ampliam o diálogo entre futebol, território, identidade e memória e as artistas a desenvolveram especialmente para a mostra. Elas incorporam referências das periferias urbanas, da cultura afro-brasileira e das múltiplas formas de pertencimento construídas no espaço público.
Informações “Ginga – A Celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”
Local: Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, Parque Ibirapuera, Portão 10
Temporada: até 2 de agosto
Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, de 10 às 17h
Ingressos: na bilheteria (gratuito às quartas-feiras)